Biblioteca Ilê Ará, no Morro da Cruz, recebe práticas integrativas

A Biblioteca Comunitária Ilê Ará, localizada no Morro da Cruz, foi o lugar escolhido para a realização da prática integrativa do 1º semestre dos Grupo 4 (G4), 2º e 4º anos. Compartilhar conhecimentos, incitar a reflexão e o pensamento crítico dos alunos e afirmar a importância do respeito as diferenças são os propósitos da atividade realizada pela Escola Amigos do Verde há alguns anos. “As crianças estavam bem à vontade no espaço. Como professora, acredito que isso reforça o trabalho da prática integrativa, que é o respeito à diversidade”, afirmou a professora do G4, Jordana Braga.

Para os alunos da Jordana, a aula-passeio esteve relacionada aos projetos “Folclore” e “Construções”. O folclore foi trabalhado através da contação de uma lenda africana pelo griô Luiz Augusto Alencar dos Santos, responsável pela Biblioteca e professor e especialista em história da África, e das apresentações de hip-hop. A ausência de prédios e altura do morro instigaram reflexões sobre o projeto “Construções”.

Além da contextualização do aprendizado de sala de aula, a ida para a Ilê Ará – expressão da língua africana iorubá que significa “casa do povo” – agregou ainda mais conhecimento para os alunos sobre africanidade. “Foi um passeio muito rico. Além do projeto de estudos sobre a África, aprendemos que a africanidade não está relacionada apenas com a cor da pele e sim com o envolvimento das pessoas na cultura e no movimento negro”, contou a professora do 2º ano, Tamires Roos.

G5 vivencia experiências significativas de integração

“Não foi fácil deixar o colega controlar o meu pincel”, disse Anita Delabary Gomes para a professora Ana Laura Fleck. A fala veio depois da atividade que propôs ao Grupo 5 fazer pinturas a quatro mãos com alguém da dupla de olhos vendados. Assim, por meio de desenhos, mandalas, dados dos sentimentos e bastão da fala, o G5 tem vivenciado experiências significativas de integração. Sugerido pelo grupo, desenvolvido pela professora Ana Laura e apresentado às famílias durante reunião realizada em maio, o projeto teve com um dos propósitos incentivar a união da turma e mais trocas entre as crianças.

As famílias gostaram da ideia e numa mostra de sintonia com a Escola Amigos do Verde esboçaram o mapa mental do projeto. No dia seguinte, foi a vez das crianças organizarem seus pensamentos em relação à proposta. Entre as justificativas para o projeto encontradas pelos alunos estão “Pra gente ser mais amigos, brincar mais e aprender mais com o outro colega”.

Vivências que incentivam a confiança, o respeito, a amorosidade e o conhecer o outro, fazem parte da rotina do grupo. Atenta, a aluna Cecília Esteves Schunemann explica: “Estamos fazendo essas brincadeiras pra gente ficar mais feliz e porque estamos falando de sentimentos e união”.

5ª Mostra Científica Sustentável

Para marcar a Semana da Ecologia, que aconteceu entre os dias 29 de maio e 6 de junho, a Escola Amigos do Verde realizou a 5ª Mostra Científica Sustentável do Ensino Fundamental. Todos os trabalhos da Mostra foram desenvolvidos pela disciplina de Agroecologia, ministrada pelo professor Mário Machado Fabretti. “A Agroecologia busca conscientizar o ser humano de que ele é parte da natureza, através do conhecimento da fauna e flora, bem como dos aspectos físicos, químicos, geológicos e biológicos”, explica o professor.

Adepta da educação integral desde sua fundação, a Amigos do Verde foi a primeira escola de Porto Alegre a adotar a Agroecologia como disciplina da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. Por meio de hortas educativas, com hortaliças diversas plantadas e cuidadas diariamente pelas crianças, da compostagem e do cuidado com os animais, sob a orientação do professor, a Agroecologia faz parte do cotidiano escolar. As crianças participam também da semeadura, do transplante e da colheita de plantas, do preparo de alimentos, além de aprender sobre as especificidades dos espaços permaculturais da Escola – cisterna, telhado vivo, horta, composteira e bioconstrução. “Na Amigos do Verde, simplesmente regando uma planta, os alunos aprendem que as plantas se nutrem pela raiz. É outra maneira de se trabalhar a Educação”, diz Mário. As práticas são de acordo com as faixas etárias, mas contemplam o mesmo assunto através de vivências dentro e fora da Escola.

Experimentos desenvolvidos pelo Ensino Fundamental:

1º ano: Diferentes maneiras de cultivar pequenos jardins/hortas de PANC’S (plantas alimentícias não convencionais). Cultivo de plantas carnívoras para controle de mosquitos.
2º ano: Horta em patamar/suspensa. O objetivo é a construção de pequenas hortas, de fácil manejo, para espaços reduzidos, incentivando a produção de ervas, temperos e flores.
3º ano: Compostagem. Os alunos distribuem composteiras móveis pelos diferentes grupos da escola a fim de compartilhar o experimento e estudos sobre agentes decompositores.
4º ano: Sistema de irrigação automatizada através da coleta de água da chuva e do ar condicionado para regar as hortas.
5º ano: Energias sustentáveis. A invenção de um liquidificador a manivela para reduzir o uso de energia elétrica.

Conselho de classe participativo é reflexo da educação integral da Escola

A educação integral é uma das principais características da Escola Amigos do Verde. Uma das iniciativas que marca essa qualidade é o conselho de classe participativo, quando alunos/as e professores/as se reúnem para compartilhar sobre os processos de aprendizagem, rotina, responsabilidades e, também, sobre a parte física da Escola. Criado em 2007, por iniciativa das crianças, o conselho participativo acontece atualmente nos meses de maio e outubro.

De lá para cá, a reunião que envolve a direção, a coordenação, a equipe de professores e os/as estudantes se constituiu como um importante momento de troca e crescimento coletivo. Para a coordenadora pedagógica Taís Brasil Russo, “é mais um espaço para fortalecer o diálogo e estimular o posicionamento e a capacidade de argumentação das crianças”.

As turmas organizam os pareceres de modos diferentes, mas todas elas respondem perguntas como “o que aprendemos?; o que queremos aprender?; e o que podemos melhorar?”. “É legal porque a gente pode dar sugestões sobre a Escola”, comemoram os alunos Isabela Oliveira, Giovanna Otten e Frederico Viecili, todos do 2º ano. Tais completa: “Através do conselho as crianças ajudam a construir a Escola em que estudam”, acredita.

Saída de Campo é um marco para os alunos do Ensino Fundamental

Em abril, o Ensino Fundamental realizou a Saída de Campo para Minas do Camaquã, em Caçapava do Sul. Além de envolver conteúdos que fazem parte do currículo de cada grupo, a viagem é um período importante de trocas e vivências distante das famílias. “É um momento enriquecedor, porque além de os/as alunos/as naturalmente relacionarem os aprendizados em sala de aula com as vivências no local, eles também são desafiados/as a desenvolver e exercitar a autonomia”, explica a professora do 2º ano, Tamires Roos.

A autonomia é exercitada ainda em casa, quando as famílias recebem a orientação de incluir as crianças na organização da mochila e do lanche da viagem. No hotel, afazeres como organizar suas camas e separar roupas e objetos de higiene também exercitam o crescimento integral. “O fato de dormir fora de casa é outro desafio. Mas a insegurança e até mesmo o medo são superados coletivamente, com histórias, brincadeiras e canções”, acrescenta a professora, chamada carinhosamente de Tatá.

Geografia, Ciências e História estão entre os componentes curriculares trabalhados pela Saída de Campo que, esse ano, teve a geologia e o relevo como pontos principais a serem observados. Para a coordenadora pedagógica Taís Brasil Russo, a viagem de dois dias “é um momento de vivenciar as pesquisas realizadas durante as aulas e complementá-las”.

A escalada em uma parede com equipamentos de segurança, a trilha noturna até o observatório para contemplar as constelações e a visitação às minas a céu aberto e subterrânea, foram as atividades eleitas como mais legais pelos/as alunos/as. Mathias de Matos Macchi, do 4º ano, ao falar sobre a visitação à mina subterrânea, explicou “encontramos cobre, enxofre e mármore e a temperatura é mais fria porque fica úmido lá dentro”, contou.

A Saída de Campo, realizada uma vez por ano em lugares diferentes, é um marco para alunos/as, famílias e equipe pedagógica.

 

Escola Amigos do Verde visita exposição de Karin Lambrecht no Santander

Alunos do Ensino Fundamental da Escola Amigos do Verde visitaram na sexta-feira, 7 de abril, a exposição da pintora, desenhista, gravadora e escultora Karin Lambrecht, mãe de Yole Lambrecht, aluna da Escola desde a Educação Infantil até a conclusão da primeira etapa do EF, em 1992. Na aula-passeio, o grupo de 50 alunos teve a oportunidade de conhecer a mostra “Nem Eu, nem Tu: Nós – A Obra de Karin Lambrecht e o Olhar do Colecionador”, composta por pinturas abstratas, instalações, desenhos e documentos da trajetória de uma das mais destacadas artistas plásticas da “Geração 80”.
Nas suas pinturas, feitas à mão, Karin utiliza elementos da natureza como recurso técnico e expressa o debate entre vida animal e civilização.

Parede de escalada da Escola vai além do exercício físico

Coordenação motora, concentração e raciocínio são habilidades essenciais para todo o ser humano, especialmente para as crianças que estão iniciando na vida escolar. A nova parede de escalada, instalada em janeiro ao lado da quadra poliesportiva da Escola Amigos do Verde, além de ser um exercício, trabalha com a integralidade do ser humano, envolvendo questões relacionadas com os desenvolvimentos físico, emocional e intelectual. “A escalada é uma atividade completa, porque compreende a coordenação motora, a respiração, o pensar e a concentração”, afirma a professora do 1º ano Fernanda Nascimento.

Parceria da Escola com os pais Betina Carminatti e Tiago Santos, presidente da Federação Gaúcha de Montanhismo, a novidade vem provocando aprendizado e diversão para todos, inclusive para professores e equipe diretiva. “Vibramos com a escalada dos colegas e eles vibram com a nossa. A formulação de estratégias para saber onde colocar o pé e/ou a mão também se torna divertido”, ressalta a coordenadora pedagógica Taís Ribeiro Brasil Russo.

Desafio, superação de limites, autocontrole e responsabilidade com o outro são alguns pontos trabalhados com o apoio da iniciativa que, aos poucos, começa a ser praticada pelos alunos do Ensino Fundamental. Gabriel Kerbs Vargas da Silva, do 2º ano, imagina o dia em que ele vai conseguir chegar no topo da parede. “Vai ser legal chegar lá em cima e ver todo o Espaço Cultural”, diz faceiro. Aos que estão com receio de se aventurar na escalada, Joana Carminatti da Silveira Santos, do 3º ano, filha de Betina e Tiago, dá a dica: “Primeiro observa alguém escalando e, quando chegar a tua vez, vai com calma, porque sempre vai ter uma pessoa para te ajudar”, garante.

A parede de escalada reforça uma das principais características do projeto pedagógico da Escola Amigos do Verde: a de trabalhar em conjunto os desenvolvimentos físico, emocional e intelectual.

Amigos do Verde completa 33 anos e consolida projeto pioneiro de escola transformadora

A Escola Amigos do Verde chega aos 33 anos neste mês de março, consolidando um projeto pioneiro de escola transformadora com base em uma proposta de educação integral, aliada a questões ecológicas, alimentação naturalista e valores éticos. “A Escola vive um momento como o de uma colheita fértil, de reconhecimento de um trabalho sólido e consistente realizado nestes 33 anos”, enfatiza a diretora Luna Carneiro Behrends. “Temos planos de novas semeaduras para ampliar nossas hortas e nossas cultivares, mas ainda estamos em fase de estudos de local e época para esses novos plantios.” Psicopedagoga, Luna dá prosseguimento ao projeto iniciado por sua mãe, a educadora Silvia Lignon Carneiro.

Entre outras especialidades, a Escola Amigos do Verde foi pioneira ao adotar a Agroecologia como disciplina, tanto no Ensino Fundamental como na Educação Infantil. Hoje é reconhecida pelo Instituto Ashoka entre as 12 “escolas transformadoras” selecionadas no Brasil. “Ela é e vai sempre ser inovadora e pioneira, porque tem a característica do refletir para gerar ações transformadoras e isso faz toda a diferença”, salienta Silvia Carneiro, diretora fundadora.

Desde 1984, a Amigos do Verde procura formar pessoas preparadas para o mundo, que respeitem as diferenças, sejam cooperativas e tenham uma visão sustentável do planeta. Buscar uma configuração de escola que gere essa transformação através de reflexões individuais, de grupos, familiares, de equipes profissionais que façam as pessoas descobrirem formas melhores de se viver em harmonia é o objetivo, afirma Silvia.

Trabalhar essa consciência com os alunos é fundamental. Conscientizar sobre a alimentação, a respiração, o emocional, os benefícios de estar conectado com a natureza. “Acreditamos que a Escola Amigos do Verde é muito importante nesse papel, porque pode gerar transformação e saúde pessoal, social e planetária”.

Trajetória
Desde 1984 em Porto Alegre e inicialmente denominada Pré-escola Amiginhos do Verde, a instituição mudou o nome, em 1989, para Escola de 1º Grau e Pré-Escola Amigos do Verde, quando passou a oferecer também o Ensino Fundamental até a 4ª série. Hoje, a Escola de Ensino Fundamental e Educação Infantil Amigos do Verde, além da Educação Infantil, oferece do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Sua sede está localizada na rua Honório Silveira Dias, 1675, bairro Higienópolis, em uma área de 3.600 m², com uma rica flora e fauna, anfiteatro, quadra de esportes e biblioteca.

Reconhecimentos
Escolas Transformadoras (reconhecimento internacional) | Instituto Ashoka
Aqui se Aprende Brincando (Educação Infantil) e Aqui se Aprende pela
Experiência (Ensino Fundamental) – Pelo Direito de ser Criança – OMO UNILEVER
Prêmio Educação RS – Categoria Instituição | SINPRO RS
Comenda Porto do Sol | Câmara de Vereadores de Porto Alegre

4º ano constrói maquetes de espaços da Escola

Em homenagem ao aniversário de 33 anos da Escola Amigos do Verde, comemorados em março, o 4º ano do Ensino Fundamental, construiu, junto com as famílias, maquetes de alguns espaços da Instituição. A Praça do Fundamental, a Quadra de Esportes, a Biblioteca e o Brinquedão foram escolhidos pela turma da professora Cristiane Amorim. Apresentada para o arquiteto Matos Macchi, avô do aluno Mathias de Matos Macchi, a atividade está inserida no projeto “Artestetura”, que une Artes e Arquitetura.

Amigos do Verde recepciona professores com o Seminário de Verão

img-20170208-wa0004

Para receber os professores, a Escola Amigos do Verde promoveu o tradicional Seminário de Verão, entre os dias 9 e 14 de fevereiro. Entre os objetivos do encontro estavam a qualificação da equipe, o planejamento do projeto pedagógico e reflexões sobre atividades a serem realizadas com os alunos, proporcionando, assim, experiências construtivas a partir da socialização de vivências.

Além das harmonizações, que abrem e encerram as ações da Escola, o evento propôs a discussão de projetos e planos de trabalho baseados em referenciais teóricos. Contou, ainda, com diversas atividades de auto(eco)conhecimento e danças circulares. Seminários de formação acontecem também nas férias de julho e no final do ano letivo.